O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), rebateu as críticas feitas pelo prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), ao sistema estadual de regulação. Em entrevista coletiva antes do Programa de Governo Participativo (PGP), realizada em Ribeira do Pombal, neste sábado (4), o petista afirmou que manteve uma relação institucional e respeitosa com o gestor feirense durante um ano e meio e disse ter estranhado a mudança no discurso do prefeito.
Segundo Jerônimo, durante o período em que dialogou com José Ronaldo, o tema da regulação nunca foi tratado nos mesmos termos utilizados recentemente pelo prefeito.
“Eu me relacionei durante esse um ano e meio com ele, buscando atender as demandas de Feira de Santana. Falei diversas vezes que, se ele pudesse caminhar comigo, seria uma alegria, mas isso não impediu de forma nenhuma uma relação diplomática, educada e amadurecida, sempre de respeito a ele e à história dele”, afirmou.
O governador criticou a utilização da expressão “fila da morte” para se referir ao sistema de regulação estadual e afirmou que o prefeito nunca havia adotado esse tom durante as conversas entre ambos.
“Ele conversou comigo durante um ano e meio e nunca tratou dessa forma. Então, não dá para a gente ter duas motivações de relacionamento”, declarou.
Jerônimo também cobrou que a administração municipal invista na construção de um hospital próprio em Feira de Santana antes de responsabilizar exclusivamente o Governo do Estado pelos problemas na saúde pública.
“Feira de Santana é a maior cidade do interior da Bahia. E Feira de Santana não tem hospital municipal. Então, como é que uma pessoa, um grupo que nunca fez um hospital, abre a boca agora para dizer isso?”, questionou.
Durante a entrevista, o governador afirmou que chegou a discutir com José Ronaldo alternativas para viabilizar um hospital municipal, incluindo a oferta de terreno, apoio financeiro, equipamentos e futura contratualização dos serviços.
Além disso, Jerônimo destacou que o Hospital Geral Clériston Andrade passará por uma ampliação e chegará a 500 leitos de alta complexidade.
Ao encerrar o assunto, o governador voltou a criticar a postura política adotada pelo prefeito.
“A gente não pode ficar uma hora sentado na mesa e depois cuspir no prato. Dessa forma eu não concordo, eu não aprendi e não vou fazer política dessa forma”, concluiu.


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