O presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Marcos Lima (União), propôs que a Prefeitura consulte o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a viabilidade de realizar um levantamento populacional detalhado no município.
A sugestão foi apresentada por meio de requerimento aprovado nesta semana na Câmara e direcionada à Secretaria Municipal de Planejamento. Segundo Marcos Lima, o crescimento registrado em distritos, bairros periféricos, novos loteamentos e áreas de ocupação recente levanta questionamentos sobre a atual estimativa populacional oficial de Feira de Santana.
Para o vereador, os números disponíveis seriam “insuficientes” para retratar a realidade demográfica atual do município. Por isso, ele defende que o IBGE seja consultado para apresentar informações técnicas sobre a possibilidade de realização de um levantamento censitário no território municipal.
Marcos Lima considera o instituto o principal parceiro para orientar a Prefeitura em uma eventual iniciativa, devido à experiência técnica e à credibilidade dos dados produzidos pelo órgão.
Segundo o presidente da Câmara, a consulta ao IBGE teria inicialmente caráter técnico e não representaria, neste momento, a contratação ou execução de um novo censo. A medida serviria para identificar procedimentos, custos, possibilidades de cooperação e condições necessárias para um eventual levantamento.
“A busca pela eventual possibilidade de cooperação institucional entre o IBGE e a Prefeitura não geraria despesa imediata, não criaria obrigações orçamentárias e não interferiria na organização administrativa do Poder Executivo”, afirmou.
Na justificativa, Marcos Lima argumenta que Feira de Santana passou por crescimento populacional e expansão urbana nas últimas décadas, acompanhados pela diversificação das atividades econômicas.
Para ele, informações demográficas, sociais e econômicas atualizadas e distribuídas por diferentes regiões da cidade são importantes para dimensionar a demanda por serviços públicos e orientar investimentos.
“Sem essa base de informação confiável, o planejamento municipal opera com déficit estrutural de diagnóstico, comprometendo a efetividade das ações governamentais e a alocação equitativa de recursos públicos em áreas como saúde, educação, mobilidade urbana, infraestrutura, assistência social, habitação, segurança pública e desenvolvimento econômico”, declarou.
O presidente da Câmara defendeu que a gestão do prefeito José Ronaldo analise a sugestão e avalie, junto ao IBGE, a possibilidade de desenvolver o levantamento.
Foto: Joaquim Neto/Informaê


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