O deputado estadual Sandro Régis (União Brasil) criticou, nesta terça-feira (8), as condições das rodovias baianas e afirmou que o afundamento de um trecho da BR-324, nas proximidades da entrada de Simões Filho, é mais um reflexo do que classificou como um “apagão viário” na Bahia.
Segundo o parlamentar, o episódio evidencia a falta de respostas dos governos estadual e federal diante da deterioração da infraestrutura rodoviária. Régis ressaltou que, embora a BR-324 esteja atualmente sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), após o encerramento da concessão da ViaBahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) também deve cobrar providências do Governo Federal.
“Quando a principal rodovia da Bahia afunda, não é apenas o asfalto que cede. Cede também o discurso de eficiência de um governo que fala muito em parceria, mas não consegue entregar o básico: segurança para o cidadão trafegar. A BR-324 é o retrato de uma Bahia que convive com improviso, remendo e descaso”, declarou.
Além da situação da BR-324, Sandro Régis citou a ponte sobre o Rio Jequitinhonha, na BR-101, em Itapebi, no extremo sul do estado, que passou por interdições e restrições de tráfego. A estrutura teve a circulação de caminhões e carretas temporariamente proibida, além da adoção de controle de peso e desvios para veículos de carga.
Para o deputado, o caso demonstra que os problemas de infraestrutura não estão concentrados em um único trecho das rodovias baianas. Segundo ele, a falta de planejamento e de manutenção preventiva tem provocado impactos em diferentes regiões do estado, aumentando os custos para motoristas, transportadores e produtores.
“Esse virou mais um símbolo da lentidão. Sofre o produtor, o comerciante, o trabalhador, o transportador, o turismo e toda a economia regional. Infraestrutura não pode ser tratada como favor político nem como anúncio de palanque. Tem que ter prazo, manutenção e cobrança diária”, concluiu.
Foto: Sandra Travassos/Alba


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