Eleitores de Feira de Santana, principalmente moradores da zona rural, enfrentaram longas filas e transtornos em locais de votação durante o primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (4). As dificuldades foram relatadas por vereadores durante a sessão da Câmara Municipal desta quarta-feira (7), que cobraram providências do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) para evitar que os problemas se repitam nas próximas eleições.
O vereador Jurandy Carvalho (PSDB) relatou dificuldades no distrito de Governador João Durval Carneiro, antigo Ipuaçu. Segundo ele, duas seções foram concentradas em uma única urna, o que teria provocado filas extensas.
“Foi muita gente na mesma urna. A Justiça Eleitoral tem que ter consideração com o pessoal da zona rural, pois muitas vezes, sem ter transporte, as pessoas andam cerca de 30 quilômetros para exercer o direito de votar”, reclamou.
Jurandy também citou problemas no distrito de Jaguara e nas comunidades de Formosa e Santa Rosa. Na creche Maria Machado, em Ipuaçu, segundo o vereador, eleitores teriam desistido de votar devido à demora.
O parlamentar afirmou ainda que permaneceu cerca de três horas e meia na fila e defendeu a realização de uma audiência pública para discutir com o TRE o planejamento da votação em Feira de Santana.
O vereador Pastor Valdemir (PP) afirmou que as dificuldades não ficaram restritas à zona rural. Ele relatou ter permanecido cerca de uma hora e meia sob o sol no Colégio Wilson Falcão e disse ter presenciado pessoas passando mal enquanto aguardavam para votar.
“Foi uma luta para conseguir votar. E também vi pessoas quase desmaiando. Tem que ser adotada alguma providência”, cobrou.
Presidente da Câmara, Marcos Lima (União Brasil) também defendeu mudanças na organização das seções. Para ele, a instalação de duas urnas em determinados locais poderia ter reduzido o tempo de espera.
“Muitas pessoas desistiram na fila e foram embora sem votar”, afirmou.
No distrito de Humildes, o vereador Zé Curuca (União Brasil) relatou reclamações em escolas como Geraldo Dias e Antônio Antunes. Segundo ele, houve casos em que o tempo de espera chegou a aproximadamente cinco horas, além de situações que teriam exigido atendimento médico.
“Que o TRE avalie e possa resolver este problema”, pediu.
Professor Ivamberg (PT) avaliou que as filas podem ter sido influenciadas pela quantidade de candidatos em disputa no primeiro turno, já que os eleitores precisaram votar em seis cargos.
Apesar disso, o vereador afirmou que os relatos apresentados pelos colegas precisam ser considerados pelo TRE.
“As dificuldades se deram por nem todos terem agilidade para votar. No segundo turno não deverá ter tanta fila, pois será apenas um voto e dois dígitos. Mas acho que o TRE tem que estar atento a isto”, afirmou.
Ivamberg também defendeu a necessidade de incentivar a participação dos eleitores no segundo turno, marcado para o dia 25.
Fotos: Joaquim Neto/Informaê


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