O senador Flávio Bolsonaro (PL), 45, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80, disputarão o segundo turno da eleição presidencial de 2026, marcado para 25 de outubro.
Com 99,84% das urnas apuradas, Flávio somava 47,07% dos votos, enquanto Lula tinha 45,12%. A abstenção chegou a 21,8%, o equivalente a 33,4 milhões de eleitores, e foi a maior registrada em um primeiro turno.
A apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou o primeiro turno mais acirrado da eleição presidencial desde 1989, quando o Brasil retomou as eleições diretas após a ditadura militar. A diferença entre os dois candidatos ficou em pouco menos de dois pontos percentuais. Até então, o menor intervalo havia sido registrado em 2022, quando Lula e Jair Bolsonaro terminaram o primeiro turno separados por 5,23 pontos.
Esta será a oitava eleição presidencial brasileira decidida em segundo turno. As exceções ocorreram em 1994 e 1998, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito ainda no primeiro turno. Nenhuma das disputas anteriores, porém, havia registrado uma diferença tão apertada na primeira etapa quanto a de 2026.
Flávio Bolsonaro apareceu atrás de Lula nas pesquisas durante boa parte da pré-campanha e da campanha. O candidato passou a registrar empate técnico com o presidente na reta final e terminou o primeiro turno na liderança, garantindo vantagem para a segunda etapa.
Na noite deste domingo, Flávio afirmou que o resultado representa o “fim da era do PT”. O senador também disse não estar preocupado com a possibilidade de permanência no poder e reafirmou o compromisso com o fim da reeleição. Segundo ele, seria necessário apenas “um mandato”.
Lula, em pronunciamento em São Paulo, afirmou que esperava vencer ainda no primeiro turno, mas disse acreditar na vitória na segunda etapa. Ao comentar o adversário, o presidente afirmou que o outro lado possui uma “biografia tenebrosa”.


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