O ex-prefeito de Barreiras, Zito Barbosa (União Brasil), voltou a criticar a situação da saúde pública no Oeste da Bahia e acusou os governos do PT de não cumprirem a promessa de ampliar o Hospital do Oeste (HO). Segundo ele, é “grave tentar transformar em ataque político uma cobrança baseada em dados oficiais e na realidade das famílias”.
De acordo com Zito, o Hospital do Oeste foi inaugurado em 2006, durante a gestão do então governador Paulo Souto, antes da chegada do PT ao Governo da Bahia. Para o ex-prefeito, apesar da implantação de alguns novos serviços ao longo dos anos, a população não recebeu uma ampliação efetiva da unidade.
“O Hospital do Oeste foi entregue antes do PT e, durante quase 20 anos, os governos petistas prometeram ampliar a unidade. O que aconteceu, na prática, foi que alguns serviços foram implantados enquanto outros deixaram de existir, transferindo responsabilidades para o município. Isso não é ampliação”, afirmou.
Segundo Zito Barbosa, quando foi inaugurado, o hospital contava com pronto-atendimento 24 horas em diversas especialidades, centro cirúrgico e ambulatórios de cardiologia, ortopedia, gastroenterologia e pneumologia. Ele afirmou que, posteriormente, foram implantados serviços como hemodinâmica e oncologia, mas o pronto-atendimento foi desativado.
“Eles fizeram algumas ampliações em centros cirúrgicos, mas fecharam o pronto-atendimento. O que antes era feito dentro do Hospital do Oeste passou a ser responsabilidade do município. Barreiras acabou assumindo esse ônus para que o Estado ampliasse procedimentos de alta complexidade, como traumatologia”, declarou.
O ex-prefeito também destacou os investimentos realizados durante sua gestão municipal. Segundo ele, foram construídas 17 novas unidades de saúde, implantado um Centro Especializado em Reabilitação e iniciada a construção do hospital municipal, que terá 160 leitos.
“Essa é a diferença entre quem faz e quem fala. No nosso grupo, o foco é sempre o trabalho”, ressaltou.
Zito Barbosa ainda afirmou que os governos petistas deixaram de construir uma nova unidade hospitalar para atender ao crescimento da demanda da região Oeste. Ele também criticou o ex-prefeito de Cocos e médico Marcelo Emerenciano, que havia contestado suas declarações sobre a saúde pública.
“Lamento profundamente que um ex-prefeito da região, que também é médico e conhece de perto os problemas enfrentados pelo povo do Oeste, tente minimizar uma realidade tão grave. Isso não é discurso político, são vidas reais. Lamentável é ver alguém defender o governo petista diante de uma situação de abandono que a nossa região conhece muito bem”, concluiu.


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