O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador completou, nesta quinta-feira (22), 100 dias de operação, com mais de 300 mil passageiros transportados. O sistema atende trechos que passam pelas paradas de São Joaquim, Estação Calçada, Baixa do Fiscal, Santa Luzia, Pedreira, Voluntários da Pátria, Lobato, União, Marisqueiras, Plataforma, Itacaranha, Praia Grande e Ara Ketu.
Administrado pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), o modal amplia as opções de mobilidade urbana para os moradores do Subúrbio Ferroviário. Segundo o secretário da Casa Civil, Eracy Lafuente, o sistema ainda precisa de ajustes, mas já é considerado uma das principais obras de mobilidade realizadas na capital nos últimos anos, com atenção aos impactos sociais.
“Estamos completando 100 dias de operação com pilotos operadores da própria CTB. Isso é desafiador, na medida em que é uma empresa pública realizando um serviço de alto padrão, com um baixo nível de intercorrências que possam gerar desconforto para as pessoas”, declarou.
Moradora do Lobato, a dona de casa Jucilene Monteiro costuma utilizar o transporte para resolver assuntos pessoais na Calçada. Ela elogiou o tempo de deslocamento e as intervenções urbanas realizadas no entorno das paradas do VLT.
“Está ótimo. Com 5 a 10 minutos, eu consigo chegar. O funcionamento, a obra, a beleza, amei mesmo”, afirmou.
O atendimento ao público ocorre de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 16h, e aos fins de semana, das 9h às 12h.
A moradora de São João do Cabrito, Eduarda Moura, utilizou o modal pela primeira vez e destacou a rapidez, o conforto e a possibilidade de evitar congestionamentos durante o trajeto.
“Eu achei a experiência ótima, é rápido, tranquilo, tem um ar-condicionado, não vai pegar engarrafamento. Melhorou e muito”, pontuou.
O VLT integra os investimentos do Governo da Bahia em mobilidade e infraestrutura urbana, conectando o transporte sobre trilhos às intervenções realizadas ao longo do percurso. A obra é executada pelo Consórcio Expresso Mobilidade Salvador e envolve critérios técnicos e de engenharia, além de impactos na mobilidade e na vida dos moradores da região.
Foto: Anderson Fonseca GOVBA


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